o que cachorro não pode comer

O Que Cachorro Não Pode Comer? 20 Alimentos Perigosos

Saúde e Nutrição Pet
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Quem tem um cachorro em casa sabe como é difícil resistir àquela carinha pedindo um pedacinho da nossa comida. 

Porém, nem tudo o que faz parte da alimentação humana é seguro para os cães. Alguns alimentos contêm substâncias tóxicas, enquanto outros podem provocar engasgos, obstruções ou problemas digestivos.

Saber o que cachorro não pode comer é fundamental para prevenir acidentes e proteger a saúde do seu companheiro. Chocolate, uvas, uvas-passas, xilitol, cebola e alho estão entre os ingredientes que merecem atenção especial.

Neste guia, você vai conhecer 20 alimentos e grupos de alimentos que devem ser evitados ou oferecidos apenas com os devidos cuidados. Também vai entender quais são os principais riscos e o que fazer se seu cachorro ingerir algo potencialmente perigoso.

Atenção: se o seu cachorro ingeriu um alimento potencialmente tóxico, procure orientação veterinária imediatamente. Não espere os sintomas aparecerem, pois algumas intoxicações podem evoluir antes de os sinais ficarem evidentes.

O que cachorro não pode comer? Conheça 20 alimentos perigosos

Chocolate, uvas, uvas-passas, cebola, alho e café entre os alimentos perigosos para cães

Os alimentos a seguir não apresentam todos o mesmo tipo de risco. 

Alguns podem causar intoxicação grave; outros são perigosos principalmente por causa de seus ingredientes, da quantidade ingerida ou do risco de engasgo e obstrução.

Chocolate

O chocolate contém teobromina e cafeína, substâncias que podem ser tóxicas para os cães. A ingestão pode provocar vômitos, diarreia, agitação, alterações cardíacas, tremores e convulsões.

O risco depende do tipo de chocolate, da quantidade ingerida e do peso do animal. Chocolate amargo, chocolate para culinária e cacau em pó costumam apresentar concentrações maiores dessas substâncias.

O que fazer: se o cachorro comer chocolate, entre em contato imediatamente com um médico-veterinário. Informe o tipo de chocolate, a quantidade aproximada e o horário da ingestão.

Uvas

As uvas estão associadas à possibilidade de lesão renal aguda em cães. A sensibilidade varia entre os animais, e não é possível estabelecer uma quantidade universalmente segura.

Mesmo que o cachorro já tenha comido uvas anteriormente sem apresentar sintomas, isso não garante que uma nova ingestão seja segura.

O que fazer: procure orientação veterinária imediatamente após a ingestão ou suspeita de ingestão de uvas.

Uvas-passas

As uvas-passas também podem causar lesão renal. Elas aparecem em bolos, pães, biscoitos, cereais e outras preparações, por isso é importante verificar os ingredientes dos alimentos que ficam ao alcance do cachorro.

O que fazer: se houver ingestão de uvas-passas, não espere sinais de intoxicação para buscar orientação veterinária.

Produtos com xilitol

O xilitol é um adoçante utilizado em alguns chicletes, balas, doces, produtos de panificação e pastas de amendoim. Ele pode provocar uma queda rápida da glicose no sangue dos cães e, em determinadas exposições, lesão hepática.

Os sinais podem incluir vômitos, fraqueza, falta de coordenação e convulsões.

O que fazer: considere a ingestão suspeita de xilitol uma urgência veterinária. Leve a embalagem do produto, se possível, para ajudar na identificação do ingrediente.

Cebola

A cebola contém compostos que podem danificar os glóbulos vermelhos dos cães e causar anemia. Ela pode ser perigosa crua, cozida, desidratada ou em pó.

Fique atento a molhos, sopas, carnes temperadas e restos de comida, que podem conter cebola sem que seja facilmente percebida.

O que fazer: não ofereça cebola intencionalmente ao cachorro. Se ele ingerir uma quantidade relevante ou desconhecida, procure orientação veterinária.

Alho

O alho pertence ao mesmo grupo de plantas da cebola e também pode provocar danos aos glóbulos vermelhos. A gravidade depende da quantidade, da forma de exposição e das características do animal.

Não utilize alho como remédio caseiro, tempero habitual ou suposto tratamento contra parasitas para cães.

O que fazer: evite oferecer alho e consulte um veterinário se houver ingestão preocupante.

Café

O café contém cafeína, uma substância estimulante que pode afetar o sistema nervoso e o coração dos cães. Grãos de café, pó, bebidas concentradas e resíduos descartados no lixo devem ficar fora do alcance do animal.

O que fazer: se o cachorro ingerir café, especialmente grãos ou pó concentrado, procure orientação veterinária. Não espere o aparecimento de tremores ou agitação.

Chá e bebidas energéticas com cafeína

Alguns chás e bebidas energéticas contêm cafeína ou outros estimulantes. A concentração varia de acordo com o produto, e determinadas bebidas também contêm ingredientes adicionais inadequados para animais.

Não ofereça essas bebidas ao cachorro. Mantenha sachês de chá e embalagens fora do alcance, pois também podem causar problemas se forem engolidos.

O que fazer: em caso de ingestão, guarde a embalagem e informe os ingredientes ao veterinário.

Bebidas alcoólicas

O álcool pode causar intoxicação nos cães, com sinais como vômitos, desorientação, perda de coordenação, sonolência intensa e dificuldade respiratória. Nos casos graves, pode ocorrer coma.

O risco também existe em preparações que contenham álcool em quantidades relevantes.

O que fazer: procure atendimento veterinário imediatamente se o cachorro ingerir bebida alcoólica ou algum produto com álcool.

Noz-macadâmia

A noz-macadâmia é associada a intoxicação em cães. Os sinais podem incluir fraqueza, dificuldade para caminhar, vômitos, tremores e aumento da temperatura corporal.

Ela pode estar presente em biscoitos, chocolates, bolos e misturas de castanhas.

O que fazer: não ofereça macadâmia ao cachorro. Se houver ingestão, entre em contato com um veterinário para avaliar a situação.

Massa crua com fermento biológico

A massa crua usada para preparar pães e outras receitas pode continuar expandindo dentro do estômago do cachorro. Além disso, o processo de fermentação produz álcool.

Essa combinação pode provocar distensão abdominal, intoxicação e complicações graves.

O que fazer: a ingestão de massa crua com fermento exige contato veterinário imediato. Não tente tratar o animal em casa.

Alimentos muito salgados

Salgadinhos, embutidos, petiscos muito salgados e outras preparações ricas em sódio não são boas opções para compartilhar com o cachorro.

A ingestão excessiva de sal pode provocar intoxicação, dependendo da quantidade ingerida e de fatores como o porte e o estado de saúde do animal.

O que fazer: mantenha esses alimentos fora do alcance do cão. Se ele ingerir uma grande quantidade, procure orientação veterinária.

Alimentos muito gordurosos

Frituras, pele de frango, gordura aparente de carnes e molhos muito gordurosos podem causar desconforto digestivo. 

Em alguns casos, a ingestão de refeições muito gordurosas pode contribuir para o desenvolvimento de pancreatite, uma inflamação que exige atendimento veterinário.

O risco varia conforme a quantidade, a saúde do animal e seu histórico clínico.

O que fazer: prefira petiscos próprios para cães e evite oferecer restos gordurosos da mesa.

Ossos cozidos

Ossos cozidos podem se fragmentar e provocar engasgos, lesões na boca e no sistema digestivo ou obstruções. Também podem quebrar dentes.

Ossos crus não são automaticamente seguros: podem causar fraturas dentárias, obstruções e exposição a bactérias.

O que fazer: não ofereça ossos como se fossem petiscos sem risco. Se o cachorro engolir um osso e apresentar dor, vômitos, engasgo ou dificuldade para evacuar, procure atendimento veterinário.

Espigas de milho

Os grãos de milho preparados sem temperos podem ser adequados para alguns cães em pequenas quantidades. A espiga, entretanto, oferece outro tipo de risco.

Se engolida, ela pode ficar presa no trato digestivo e provocar obstrução, que pode exigir intervenção veterinária.

O que fazer: descarte as espigas em recipientes inacessíveis ao cachorro. Se ele engolir parte de uma espiga, entre em contato com um veterinário, mesmo que ainda pareça estar bem.

Caroços e sementes de determinadas frutas

Caroços de pêssego, ameixa e cereja podem causar engasgo ou obstrução. Algumas sementes também contêm compostos que podem liberar cianeto quando mastigadas ou trituradas.

Isso não significa que todas as sementes de todas as frutas apresentem o mesmo risco.

O que fazer: retire caroços e sementes potencialmente perigosos antes de oferecer frutas permitidas. Se o cachorro engolir um caroço, procure orientação veterinária para avaliar o risco.

Abacate, especialmente o caroço e a casca

O abacate exige cuidado. A tolerância à polpa pode variar, e ela é relativamente gordurosa, podendo causar desconforto digestivo em alguns animais. O caroço representa um risco importante de engasgo e obstrução.

Por isso, não é correto tratar todas as partes do abacate como se apresentassem o mesmo grau de toxicidade para cães.

O que fazer: mantenha o caroço e a casca fora do alcance do animal. Não ofereça preparações com temperos inadequados, como alho e cebola. Se houver ingestão do caroço ou sinais de mal-estar, consulte um veterinário.

Leite e derivados em excesso

Leite, queijo e outros derivados não são necessariamente tóxicos para todos os cães. Entretanto, muitos animais apresentam dificuldade para digerir a lactose, o que pode causar gases, diarreia e desconforto abdominal.

Queijos muito salgados ou gordurosos também podem ser inadequados, especialmente para animais com restrições alimentares.

O que fazer: não utilize leite como bebida habitual. Água fresca é a melhor opção para hidratação. Se quiser oferecer algum derivado do leite, considere a tolerância e a dieta do animal.

Doces, sobremesas e produtos industrializados

Bolos, biscoitos, sorvetes e sobremesas podem conter açúcar em excesso, gordura, chocolate, uvas-passas ou adoçantes como o xilitol.

Por isso, o risco não se limita ao açúcar: a composição completa do produto precisa ser considerada.

O que fazer: evite compartilhar sobremesas com o cachorro. Se ele comer um doce, confira os ingredientes e procure orientação veterinária caso contenha substâncias potencialmente tóxicas.

Alimentos mofados ou estragados

Alguns mofos produzem micotoxinas capazes de causar intoxicação grave em cães. Alimentos deteriorados encontrados no lixo também podem estar contaminados ou conter ingredientes perigosos.

Os sinais podem incluir vômitos, tremores e alterações neurológicas. O lixo ainda pode conter ossos, embalagens e objetos que causam obstrução.

O que fazer: mantenha o lixo fechado e fora do alcance do animal. Se o cachorro comer alimentos mofados ou restos desconhecidos, procure orientação veterinária, principalmente se não for possível identificar o que ele ingeriu.

Quais são os sintomas de intoxicação em cães?

Os sinais dependem da substância ingerida, da quantidade, do tempo decorrido e das características do animal. Entre os possíveis sintomas estão:

Vômitos ou diarreia;

Salivação excessiva;

Agitação ou comportamento incomum;

Fraqueza ou dificuldade para caminhar;

Tremores ou convulsões;

Respiração anormal;

Dor ou inchaço abdominal;

Desorientação, desmaio ou sonolência intensa.

A ausência de sintomas não garante que o cachorro esteja fora de perigo. Algumas intoxicações podem evoluir antes de os sinais ficarem evidentes.

Meu cachorro comeu algo perigoso. O que fazer?

 Veterinário examinando um cachorro durante uma consulta

Se você suspeita que seu cachorro ingeriu um alimento tóxico ou um objeto perigoso, siga estas orientações:

Afaste o animal do alimento. Evite que ele continue comendo.

Identifique o que foi ingerido. Guarde a embalagem ou tire uma fotografia do produto.

Estime a quantidade e o horário. Essas informações ajudam o veterinário a avaliar a exposição.

Entre em contato imediatamente com um médico-veterinário. Informe o peso aproximado do cachorro e os sintomas, se houver.

Siga as orientações profissionais. Não espere os sintomas aparecerem quando houver suspeita de ingestão tóxica.

Não provoque vômito por conta própria e não ofereça leite, óleo, sal, medicamentos ou receitas caseiras para tentar neutralizar a substância. Essas medidas podem agravar a situação ou atrasar o tratamento correto.

Se o animal estiver convulsionando, inconsciente, com dificuldade para respirar ou apresentando outros sinais graves, procure atendimento veterinário de emergência.

O que cachorro pode comer com mais segurança?

Alguns alimentos podem ser oferecidos a muitos cães como petiscos, desde que sejam preparados corretamente e respeitem as necessidades individuais. Entre os exemplos estão:

Cenoura sem temperos;

Pepino;

Maçã sem sementes e sem caroço;

Banana em pequenas porções;

Melancia sem sementes e sem casca;

Frango bem cozido, sem ossos e sem temperos inadequados.

Esses alimentos não substituem uma dieta completa e equilibrada. A quantidade de petiscos deve ser controlada, e a alimentação principal precisa atender às necessidades nutricionais do animal.

Antes de introduzir um alimento novo, considere a idade, o porte, o estado de saúde e as restrições alimentares do cachorro. Em caso de dúvida, consulte um médico-veterinário.

Para conhecer outras opções e os cuidados necessários, leia também nosso guia: 

O Que Cachorro Pode Comer? Lista de Alimentos Permitidos e Cuidados.

Conclusão

Saber o que cachorro não pode comer é uma medida importante para prevenir acidentes e proteger a saúde do animal. Chocolate, uvas, uvas-passas, xilitol, cebola, alho, café, álcool e massa crua com fermento merecem atenção especial. Ossos cozidos, espigas de milho e caroços também podem causar problemas físicos, como engasgos e obstruções.

Mantenha alimentos perigosos e restos de comida fora do alcance do cachorro, confira os ingredientes dos produtos e não tente tratar uma possível intoxicação com receitas caseiras.

Se houver suspeita de ingestão de um alimento tóxico, procure um médico-veterinário imediatamente, mesmo que o animal ainda pareça estar bem.

Cuidar bem também é saber o que não oferecer.

Perguntas frequentes sobre alimentos que cachorro não pode comer

Cachorro pode comer arroz e feijão?

Arroz cozido simples pode fazer parte de algumas refeições, conforme a orientação alimentar. O feijão também exige atenção: deve estar bem cozido e sem temperos como alho, cebola e excesso de sal. Nenhum dos dois deve substituir uma dieta completa e equilibrada por conta própria.

Cachorro pode comer pão?

Um pequeno pedaço de pão simples, totalmente assado e sem ingredientes perigosos, geralmente não causa intoxicação na maioria dos cães. Porém, não é necessário oferecê-lo. Massas cruas com fermento são perigosas, e pães com chocolate, uvas-passas ou xilitol devem ser evitados.

Uma pequena quantidade de alimento tóxico pode fazer mal?

Sim, dependendo do alimento e das circunstâncias. A gravidade varia conforme a substância, a quantidade ingerida, o peso e a saúde do animal. Se o cachorro ingerir chocolate, uvas, uvas-passas, xilitol ou outro ingrediente potencialmente tóxico, procure orientação veterinária sem demora.

Cachorro pode comer comida temperada?

É melhor evitar restos de comida temperada. Preparações humanas podem conter cebola, alho, excesso de sal, gordura e outros ingredientes inadequados. Se quiser oferecer alimentos preparados em casa, escolha ingredientes apropriados e siga uma orientação nutricional adequada.

Qual é o alimento mais perigoso para cachorro?

Não existe uma única resposta válida para todos os casos. Chocolate, xilitol, uvas e uvas-passas estão entre os alimentos que podem causar intoxicações graves. A gravidade depende da exposição e das características do animal, por isso toda suspeita de ingestão deve ser avaliada conforme o risco.

Fontes veterinárias consultadas

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

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